Publicado por: valeriaflores em: Dezembro 19, 2009
FIB em debate no Brasil
Entre 20 e 23 de novembro, Foz do Iguaçu (Paraná) foi a sede das discussões da 5ª Conferência Internacional sobre Felicidade Interna Bruta. Com cerca de 700 participantes, o evento contou com a presença do primeiro-ministro do Butão, Jigmi Thinley, e de representantes de governos, empresas, ONGs e especialistas para mostrar que o tema ganha espaço em todos os tipos de organização e nos setores da sociedade. O FIB é um conjunto de 72 indicadores de bem-estar social agrupados em nove princípios: bem-estar psicológico, bom uso do tempo, vitalidade da comunidade, cultura, saúde, educação, diversidade do meio ambiente, padrão de vida e governança. “Desde 1998, quando as Nações Unidas nos pediram para compartilhar com o mundo a metodologia que vínhamos desenvolvendo desde os anos de 1970, pudemos perceber que a ideia de que os governos devem garantir as condições para que seus cidadãos sejam felizes está se expandindo”, afirmou Jigmi Thinley.
Realizada pela primeira vez na América Latina, a conferência foi organizada pelo Instituto Visão Futuro. Foram apresentadas diversas iniciativas do Brasil, Polônia, Tailândia, Índia, Japão, Estados Unidos e Nova Zelândia sobre o modo de pensar FIB. Mas as experiências de adoção do conceito abordadas foram as do governo do Canadá, da Prefeitura de Itapetininga (SP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Natura, que promoveu o ENDOFIB por iniciativa de sua área Gestão de Relacionamento em RH. “Com a busca incessante pelo incremento do PIB, ficou demonstrado que o crescimento econômico não pode ser sustentado. Que desenvolvimento existe quando não há mais florestas e quando a água e o ar estão contaminados?”, questionou Thinley. “Por isso, não temos alternativa a não ser buscar outro caminho. Não queremos dizer que o FIB é o melhor ou o único caminho, mas indica que é importante que a sociedade discuta novos parâmetros de desenvolvimento”. Saiba mais em felicidadeinternabruta.org.br.